Amor Platónico
Hoje apeteceu-me escrever de ti (não sobre ti). Hoje lembrei-me de ti quando vinha a conduzir, depois de sair do trabalho. Tive um dia banal, nada de especial aconteceu. Nada de novo. Nada, por isso, fazia prever que me lembrasse de ti. Mas lembrei. Faz tempo que não te vejo, nem sei nada de ti. Nunca mais nos falámos. Pensei: Por onde andarás? O que é que tens feito? Estás bem? És feliz? Não sei. Não posso saber. Nem tu me dizes, nem eu te pergunto. Tu foste o meu "Amor Platónico". Todos os dias eu espreitava por aquela janela minúscula só para te ver. E todos os dias recebia um sorriso teu e devolvia o meu melhor olhar apaixonado. Lembro-me tão bem da primeira vez que falámos... E da última, também. Durante muito tempo eu pensei que era só eu que tinha vontade de espreitar todos os dias pela janela. Eu, ingénua. Eu, jovem. Eu, sem jeito nenhum para coisa nenhuma. Eu sempre assumi para mim mesma que serias o meu "Amor Platónico". E foste. Sempre. Até ao dia em que ...